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Novembro Azul: uma conversa com quem já teve câncer de próstata

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Como você descobriu o câncer de próstata? 
Eu já tenho muito comigo a ideia de prevenção pois acredito muito nela, então sempre fiz os meus check-ups e a partir dos meus 50 anos de idade comecei a fazer esses exames específicos; colonoscopia, o exame de toque retal e o PSA – Antígeno Prostático Específico. Todo ano eu fazia esses exames, mas na correria do dia a dia fiquei dois anos sem realizar os exames e quando fiz, a novidade estava aí.
O que o você sentia?
Eu não sentia nada, foi muito silencioso. Durante esses dois anos que fiquei sem realizar os exames não sentia nada de diferente.
Quais foram os procedimentos/tratamentos que teve de realizar?
O câncer é uma doença que assusta, então antes de falar de tratamentos eu digo que quando temos a suspeita de que o câncer exista nós fazemos os exames e dependendo dos resultados a nossa cabeça vai a mil. A gente sempre pensa que vai morrer ou que vai passar por um processo de sofrimento. Tive amigos que tiveram o câncer e talvez por estar em um estágio mais avançado, passaram por um processo de sofrimento. Por isso da importância da prevenção, pois se descobrimos cedo fica muito mais fácil de tratar.
Depois da biópsia tive que fazer a cirurgia para retirar a próstata. Eu optei pela cirurgia porque acreditava que se tirasse o problema já resolveria tudo. Existem vários tipos de cirurgias, eu optei por uma tecnologia em São Paulo de fazer por robô.
Como foi a adaptação e recuperação depois dos tratamentos?
No meu caso não precisei fazer quimioterapia e radioterapia, apenas o acompanhamento. O pós-cirúrgico a gente fica um período de recuperação, tem que usar fralda porque fica um tempo com incontinência urinária. No meu caso não ficou nenhuma sequela porque respeitei o período de recuperação. Depois do pós-operatório é vida normal, porém precisa fazer o acompanhamento.
Uma cirurgia o ideal são 3 meses se recuperando e eu respeitei esse tempo, por isso não tive nenhuma consequência negativa.
Você teve que mudar os seus hábitos de vida? O que passou a ser diferente?
Na realidade não, é vida normal mesmo. Nunca fui de beber e de extravagâncias; minha alimentação também é comum. O que eu penso é que precisamos desmistificar o câncer. É uma doença que assusta, não só o paciente, mas também a família. Várias doenças se você descobre cedo, na prevenção, tem chances enormes de cura. Existem doenças que matam mais que o câncer.
Você faz um acompanhamento? De quanto em quanto tempo?
Agora é um outro momento. Depois da cirurgia, por um período de 1 ano e alguns meses, meus exames estavam normais, mas agora estão alterados. Só que tem o acompanhamento e os parâmetros que os médicos usam, eu ainda estou dentro desses parâmetros, de um limite de segurança.Depois da cirurgia comecei a fazer o acompanhamento a cada 3 meses, depois a cada 6 meses, e como o PSA começou a alterar acompanho com maior frequência, costumo falar que estou no sinal amarelo. Se ele começar a alterar teremos que pensar em outras formas de tratamento; radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e aí começa outra etapa.
Qual a importância de ter o diagnóstico precoce?
Essa questão do diagnóstico precoce, principalmente para o homem, ainda é que são tabu. O exame de toque retal há uma conotação muito forte de preconceito, então precisamos fazer com que o homem se liberte desse preconceito. O exame de toque retal não vá influenciar na masculinidade de ninguém. Eu escutava que de cada 6 homens, 1 teria o câncer e eu pensava que nunca teria porque sempre acreditamos que o outro é que vai ter e não nós.
Então precisamos quebrar esse preconceito e desmistificar o câncer para que as pessoas passem por esse momento de cabeça erguida.
O que significa a campanha do novembro azul para você?
Penso que a campanha serve para chamar a atenção da população em fazer a prevenção do câncer. Acredito também que a campanha já deveria trazer a questão do preconceito, de mudança de paradigma e de queda desse tabu.
Depois da experiência qual o recado que você deixa para as pessoas com relação a prevenção?
Eu tive um amigo que morreu de câncer de próstata com 51 anos de idade e para mim foi terrível. Depois disso tive a conscientização de fazer os exames.
A mensagem que eu deixo é de que os homens façam a prevenção porque é muito melhor descobrir no começo da doença do que quando já estiver muito avançado.
Não haviam casos de câncer na minha família e me deixava na zona de conforto, pensava que não precisava me preocupar em realizar exames preventivos.

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