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Angra Doce, nasce um novo Polo Turístico na região de Ourinhos.

Na represa de Chavantes, na junção dos rios Paranapanema e Itararé, região faz planos para a criação por lei federal de área especial de turismo.

Por: Sérgio Delfino

 

No início de fevereiro deste ano, um encontro entre os governadores de São Paulo e Paraná, respectivamente, Geraldo Alckmin  (PSDB) e Beto Richa (PSDB), gerou o primeiro protocolo de intenções realizado no Resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), que possibilitou investimento de R$ 2,8 milhões para recapeamento de uma vicinal que interliga a área urbana daquela cidade paranaense à futura área turística onde estão localizadas pousadas, restaurantes, hotéis e inúmeras propriedades voltadas ao veraneio à beira do Rio Paranapanema. Mas Chavantes, por exemplo, onde está localizada a hidrelétrica e o lago, que se junta ao Rio Itararé, tem poucos investimentos em turismo.

O secretário de Esporte e Turismo de Ipaussu, Hamilton Alves da Cruz, aposta a longo prazo no projeto do Angra Doce. No momento, ele afirmou que a cidade busca a classificação como Município de Interesse Turístico (MIT), programa do governo estadual. Os pontos turísticos de Ipaussu são o camping, localizado a 10 quilômetros da sede do município, banhado pelo Rio Paranapanema e o lago municipal. “O Angra Doce visa melhorar a infraestrutura de turismo em conjunto com as demais cidades, um trabalho a longo prazo”, conta Alves da Cruz.

Se o Polo Turístico Angra Doce for criado vai integrar 10 municípios de São Paulo e 5 do Estado do Paraná com mais possibilidades de investimentos

Na represa de Chavantes, na junção dos rios Paranapanema e Itararé, região faz planos para a criação por lei federal de área especial de turismo.

De cima do Morro do Gavião, em Ribeirão Claro (PR), é o melhor ponto para ter uma visão de Angra Doce, o Rio Paranapanema.

O Rio Paranapanema é o menos poluído do Estado de São Paulo e faz divisa com o Estado do Paraná. A área que pode ganhar o nome de Polo Turístico Angra Doce está a três quilômetros da foz do Rio Itararé, onde o reservatório ocupa uma área aproximada de 400 quilômetros quadrados, com capacidade de armazenamento de 9,4 bilhões de metros cúbicos. Para quem reside em Bauru, a represa pode ser também uma opção de lazer, a distância é de 127 quilômetros até Chavantes, onde fica o lago.

O entorno tem cachoeiras e montanhas que são atrativos para prática de esportes, como canoagem, rafting, trekking, voo livre, paraglider, passeios náuticos, cavalgadas, caça e pesca.

No entorno da represa de Chavantes há montanha para a prática do rapel, voo livre, paraglider e outros tipos de esportes radicais.

Ponte Pênsil localizada entre Chavantes (SP) e Ribeirão Claro (PR) foi restaurada e é tombada pelo Patrimônio Histórico Estadual.

Na cidade de Piraju, por exemplo, há um trecho do rio que serviu para a equipe da Seleção Brasileira de Canoagem de Velocidade treinar os canoístas brasileiros para os Jogos Americanos de Guadalajara 2013, onde foram definidas as vagas para as Olimpíadas de 2016. Nesse município há antigas fazendas de café e cachoeiras.

O turismo é ainda pouco explorado pelas 10 cidades paulistas e cinco paranaenses. No lado paulista, por exemplo, Chavantes é o que tem menos investimentos nessa área, justamente onde está a hidrelétrica e o lago considerado cartão postal na divisa com Ribeirão Claro (PR). É nesse caminho que fica a ponte pênsil Alves de Lima restaurada há poucos anos, que foi bombardeada na revolução de 1932 e reconstruída quatro anos depois. Tombada pelo patrimônio histórico, é a única ponte pênsil do Brasil com o piso e as laterias revestidos de madeira.

A secretária de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer de Chavantes, Vanessa Nogueira, conta que a legislação do lado paulista é mais rígida do que o vizinho Paraná. Diante disso, os investimentos maiores têm sido direcionados no lado paranaense, onde já tem instalado um resort e, em breve, um outro hotel. “Aqui acho que segue mais à risca a lei do que o Paraná. Há muita dificuldade de instalar condomínios em nosso município”, diz.

Embora a represa esteja localizada em Chavantes, o município arrecada muito pouco com as 40 propriedades à beira do Rio Paranapanema, algumas cinematográficas. Para Vanessa, a proposta de Angra Doce deu um incentivo para retomar o planejamento do turismo na cidade. “Não temos hotel, só uma pousada. Queremos que a cidade seja atrativo turístico e vamos aproveitar o projeto Angra Doce para isso. Sei que vai demorar, mas incentiva a melhorar”, contou a secretária há um mês no cargo.

O produtor rural Rui Reis comprou cotas do aluguel de uma lancha de um Resort que possibilita a ele durante oito semanas por ano navegar pela represa de Chavantes. Na opinião dele, esse sistema compensa mais do que ter rancho no local. Geralmente, os passeios ocorrem mais no verão. Em outros períodos, a lancha pode ser usada por outros cotistas.

Mas ao longo do entorno da represa há diversos ranchos, alguns bem luxuosos. “A impressão que tem é que está realmente em Angra dos Reis (RJ). A represa fica no meio das montanhas em meio a ilhas. Esse projeto Angra Doce visa atrair investimentos e turismo”, conta Reis. De acordo com ele, há vários projetos que devem engrenar a médio e longo prazo. “Há um empresário de Maresias que pretende construir um condomínio, que terá até heliponto para helicóptero”, declarou.

Na atual conjuntura, ainda faltam investimentos para turismo, de acordo com Rui. Um dos locais bem frequentados é o Resort Tayayá, onde fica ancorada a lancha dele. “Esse sistema de comprar uma parcela do aluguel do barco é bom, porque você não precisa de caseiro e não tem despesas. Se precisar dorme no próprio barco”, declarou.

A melhor vista de Angra Doce é no lado do Paraná. No Morro do Gavião é possível ter uma visão da represa de Chavantes. Atualmente é um dos pontos mais frequentados, localizado em área particular, na fazenda São João, em Ribeirão Claro (PR). O restaurante do local fica aberto de quarta a domingo, das 10h às 20h. Há cerca de três anos o proprietário da fazenda investiu no restaurante que possibilitou abrir à visitação.

A secretária de Turismo, Meio Ambiente, Esporte e Lazer de Ribeirão Claro, Larissa Fonteque, diz que a aprovação do projeto de lei federal é importante pela possibilidade de investimentos na infraestrutura tanto no lado do Paraná como de São Paulo. “Não tem previsão de investimento, porque vai depender das ações que serão necessárias. Na verdade, o projeto Angra Doce visa  o desenvolvimento regional e não municipal. Os investimentos, por exemplos, seriam destinados para melhorias de rodovias e o que atendessem as cidades que pertencem ao projeto”, declarou.

Para ela, os investimentos podem demorar para ser destinados, mas o projeto já ajuda os municípios a se restruturarem melhor na área de turismo. “Os municípios estão procurando se organizar. Há poucos dias teve uma capacitação em Curitiba para orientar sobre a capacitação de recursos”, contou.

Em Ribeirão Claro também tem uma praia no Distrito da Cachoeira de Espírito Santo, cuja área pública foi cedida a uma associação, além de dois resorts na área da represa.

O deputado federal capitão Augusto é o autor do projeto de lei 3.031/2015 que propõe a criação da Área Especial de Interesse Turístico denominado Angra Doce. A matéria está tramitando no Senado Federal, depois de ter sido aprovada nas comissões permanentes da Câmara de Turismo e de Constituição e Justiça da Câmara Federal. Por sua característica legislativa, o projeto não precisou passar por votação em plenário, estando neste momento no Senado Federal para seguir tramitação similar à Câmara.

No Senado, ele recebeu o número PLC 34/2017. Nessa Casa, o projeto foi para a Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo em 19 de abril deste ano, onde foi designado relator o senador Wellington Fagundes. De acordo com a assessoria de imprensa do capitão Augusto, o projeto aguarda parecer do relator. De acordo com o parlamentar, que é de Ourinhos uma das cidades que será beneficiada, se aprovada a criação do Polo os municípios do entorno da represa Chavantes serão beneficiados com investimentos do governo federal, paulista e paranaense.

O nome Angra Doce surgiu quando o deputado enviou uma foto de um ponto da Represa Chavantes a um amigo e ele achou que a paisagem fosse de Angra dos Reis (RJ). “De fato se assemelha muito a Angra dos Reis, só que de água doce”, declarou.

Com a criação dessa Área Especial de Interesse Turístico em caráter oficial, a partir dessa lei federal, o deputado explica que chancela os projetos a terem mais credibilidade e visibilidade para investimentos não só governamentais como privados. “Paraná e São Paulo estudam projetos de investimento governamental nos dois lados no futuro Polo”, diz o deputado.

A represa de Chavantes permanecerá com o mesmo nome. “A região como um todo, formada por municípios lindeiros à represa e outras cidades no entorno que formam a região de Angra Doce, é que passará a receber essa nova denominação”.

FERNANDO GABEIRA

Uma reportagem do jornalista Fernando Gabeira em seu programa na Globo News ajudou a divulgar o conceito de Angra Doce. Conforme o deputado, o jornalista após assistir um pronunciamento do capitão Augusto pela TV Câmara falando dessa da região entre os Estados de SP e PR ligou para o parlamentar ourinhense manifestando interesse em conhecer. “E assim foi feito. Gabeira veio à região e permaneceu por 3 dias gravando um episódio exclusivo sobre a tal Angra Doce, denominada pelo deputado federal da região”.

De acordo com o parlamentar, não houve mudança na proposta original até o momento. “Mas, considerando o projeto como vetor de desenvolvimento regional, alguns municípios, ainda que não lindeiros à represa, tanto do Paraná quanto São Paulo, solicitaram a sua inclusão, o que deverá ser feito somente após a promulgação da lei para que não seja interrompida a tramitação do projeto de lei original”, explicou o deputado. Agora é aguardar a aprovação.

fonte-http://www.noticiasourinhos.com.br/angra-doce-nasce-um-novo-polo-turistico-na-regiao-de-ourinhos

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