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A POPULAÇÃO VAI ENTENDER

*Walter Roque Gonçalves

Enquanto Temer diz que “a população vai entender” o aumento de impostos, Deltan Dallagnol, procurador da república que coordena a força-tarefa da operação Lava-Jato, ironiza a fala: “É claro que os brasileiros vão entender o aumento de impostos. Desviam R$ 200 bilhões ao ano, não aprovam medidas anticorrupção, gastam mais do que podem, oferecem emendas milionárias para comprar apoio e, por fim, colocam a conta no bolso da população(…).” Ainda é difícil engolir estes impostos,  sabendo que foram desviados aproximadamente 200 bilhões de reais e agora amargamos novos impostos para arrecadar 10 bilhões.

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A crise é fato e medidas impopulares são necessárias, mas, onde está o exemplo dos líderes que impõe sacrifícios à população? Como diz Amir Khair, especialista em contas públicas, “o governo ainda tem gorduras para queimar com os cortes de cargos comissionados e revisão de contratos.” A FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) divulgou uma nota indignada com o aumento dos impostos: “O caminho correto é cortar gastos, aumentar a eficiência e reduzir o desperdício e não aumentar impostos (…) A saída para a crise fiscal não passa por mais aumento de impostos, mas, na adequação dos gastos públicos ao novo cenário econômico e na urgência da aprovação da reforma da previdência”.

Por outro lado, corroborando com a fala de Dallagnol, há de se observar que a reforma da previdência, cuja sua ausência é apontada como motivo principal para o aumento de impostos neste momento, foi deixada de lado para que o governo investisse esforços para livrar Temer das denúncias de corrupção.

Além do aumento dos impostos, há ainda os contingenciamentos, ou melhor, cortes de bilhões de reais das verbas que estavam previstas para os ministérios do Transporte, Educação e Defesa, por exemplo. Com isso, a população tem sofrido com a falta de prestação de serviços, como recentemente para a emissão de passaportes e a dificuldade da Polícia Federal em manter as viaturas nas rondas por falta de recursos para o combustível.

O aumento de impostos nos combustíveis (etanol, gasolina e diesel) é uma medida extrema, que prova a gravidade da recessão que vivemos e é mais um obstáculo para recuperação da economia. Fatos como este lançam mais adiante a esperança na retomada da economia para além de 2018. Espera-se que como diz Deltan Dallagnol, a população entenda o que está acontecendo e “toda vez que for abastecer o carro, que pensar na saúde e educação dos pobres, que topar com buracos em estradas e infraestrutura precária(…)”, lembre-se daqueles que nos colocaram nesta situação e deem o troco nas próximas eleições.

* é consultor de empresas e professor executivo e colunista da FGV/ABS (Fundação Getúlio Vargas/América Business School) de Presidente Prudente. Contato: 18-99723-3109

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